02/10/2009

Por que os Casamentos Acabam por Gláucia Carneiro

Fico a observar amigas que conheço há muito tempo, algumas, há quase 25 anos; mulheres que conheceram alguém, namoraram durante um certo tempo, se organizaram junto com o noivo, para até o momento de estarem prontos para o casamento e se casaram.
Tempos depois, grande surpresa para todos, é anunciado o fim do casamento. todos querendo saber o motivo, ou os motivos, as famílias de ambos os cônjuges.
Queriam saber se o motivo era traíção, adultério; porque o adultério geralmente marca o fim de todos os casamentos.
Ciúmes, invejas, incompatibilidade, hoje em dia, com ambos trabalhando fora, há casos de concorrência dentro e fora do lar.
Não houve adultério, nem ciúmes, nem invejas, nem incompatibilidade, nem concorrência; mas pasmem o grande motivo foi que o homem chegou a  conclusão que não queria estar mais casado.
Ele percebeu que se casou muito jovem, sem ter vivido o suficiente, como se o casamento tivesse provocado a morte dele.
Ele se sentia ainda muito jovem, queria viver, curtir, se divertir, e um casamento iria impedi-lo de fazer tudo aquilo que tinha vontade de fazer.
Não queria estar preso, ter amarras. Ele estava se sentindo como um pássaro em uma gaiola.
E ela, como estava se sentindo? Aquele amor era tudo para ela? ela não conseguia ver a vida dela sem ele?
O casamento para ela era a vida, estar ao lado dele era estar construindo uma vida juntos, a quatro mãos.
O anúncio do fim do casamento marca o momento em que um pedaço dela está sendo arrancado, como naquela música do chico Buarque:

Pedaço de Mim

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque
Oh, pedaço de mim
Oh, metade afastada de mim
Leva o teu olhar
Que a saudade é o pior tormento
É pior do que o esquecimento
É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim
Oh, metade adorada de mim
Lava os olhos meus
Que a saudade é o pior castigo
E eu não quero levar comigo
A mortalha do amor
Adeus
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